quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Abuso: Delegado Civil tira roupa de escrivã a força em Rio Preto

A matéria divulgada pelo site Diario Web de São José do Rio Preto, nesta quarta-feira (23), mostra a ação de violência por parte do Corregedor e delegado de Polícia Civil de São José do Rio Preto, Emílio Antônio Paschoal, ao realizar revista, em uma escrivã, dentro da delegacia, em junho de 2009. Toda a ação foi registrada por um policial.

As imagens são fortes e relatam a exposição constrangedora da escrivã. Quase dois anos depois,  especificamente na última segunda-feira (21), a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo decretou o afastamento do delegado.

Na época da ação, Emilio Paschoal era titular da Divisão de Operações Policiais (DOP) da Corregedoria da Polícia Civil de Rio Preto. A escrivã era suspeita de corrupção. 

Veja o Vídeo abaixo.



Analise comigo.

Se perceber, durante os quase 12 minutos de imagens, em nenhum momento a escrivã se negou passar uma por revista. Apenas pedia o direito dela, ser revistada por uma policial [ Mulher]. O que é mais que certo, popularmente falando. Veja. Eis o problema do brasileiro: Achar que sempre pode driblar a lei, ou ser maior que ela. No Art. 249 do Código de Processo Penal fica claro que. "A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência." É claro que, não fica explícido a proibição de revistas ou buscas masculinas em mulheres. Mas, da preferencia para a ação de uma policial, que neste caso, atmbém aparece no vídeo, o que quer dizer que havia a possibilidade de cumprir a lei.

Não faço juz a culpa da escrivã. Mas, pense em você. Ou melhor, na sua filha ou esposa, sendo obrigada a força, isso é importante lembrar. Totalmente a força. Tirar a roupa, algemada, jogada no chão, na frentre de quase 10 pessoas [ homens], colegas de trabalho. Como seria o seu sentimento?

Ora, vamos lembrar aqui do da lei 4.898/65 considera abuso de autoridade “submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei”, bem como “o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica, quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal”.

Isso, porquê nem vou entrar em detalhes sobre o processo de apuração. Quase dois anos depois o delegado é simplesmente afastado! O que será que esta mulher, ou a família dela não passou.

Concluo minha observação, novamente fazendo um apelo. Crendo em Deus ou não, é preciso ter mais amor pela raça humano. É preciso buscar mais o respeito em todos as aspectos. É preciso tratar o outro como ser Humano e não apenas animal racional.

O que este delegado fez com a escrivã, dizendo ele estar dentro do permitido por sua autoridade, eu faço com a minha "cachorinha", quando ela, sem culpa, faz suas necessidades no tapete da sala. E mesmo assim, ainda pondero minhas ações. Pense nisso. 

Um comentário:

  1. Brasileiro é foda! Enquanto existir o jeitinho, difilcimente chegaremos lá.

    Ótimo texto.

    ResponderExcluir